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⚡︎ Capítulo 3

ANY GABRIELLY

A noite eu fiz uma travessa de macarronada com muito queijo e molho, eu enchi meu prato e fui para o sofá e coloquei Bridgerton para maratonar pela milésima vez. Essa é uma das minhas séries preferidas e das duas a primeira é a melhor, em minha humilde opinião.

Mas ambos os casais tem uma química impecável e os homens são maravilhosos e suas personalidades fortes com o jeito carrasco me fazem, sem um motivos profundo, lembrar do meu querido vizinho.

Eu realmente estava curiosa sobre a vida dele, senão eu não estaria pensando tanto no homem ignorante que ele é.

Eu pausei a série e desliguei a TV. Levei meu prato para o microondas e peguei a travessa ainda quente com as luvas protetoras de algodão grosso de minha mãe e segui rumo a mansão vizinha cometer uma loucura.

Oferecer macarronada e minha companhia para o homem mais arrogante que eu já conheci.

Eu sou normal, eu juro! Só um pouquinho fofoqueira? Talvez.

Respirando fundo e segurando a travessa com uma certa dificuldade eu cheguei ao portão dele e me arrisquei a tocar a campainha. Cliquei no interfone também.

— O que você quer? Minha gata estragou mais alguma coisa? Ela não escapou mais hoje. — ele começou a falar através do interfone.

— Não tem haver com ela, eu apenas trouxe algo que eu fiz para podermos jantar junto, é como um agradecimento pela reposição extra e para mostrar que sou uma vizinha legal. Mas você parece me odiar. — falei olhando para a mansão. — Você vai aceitar? Por favor, eu tive o maior trabalho para fazer e está muito bom. Eu também não quero ficar sozinha em casa, posso entra?

Ele demorou uns três minutos e eu estava quase voltando para casa, mas logo vi ele saindo da mansão e vindo até mim com os cabelos molhados, assim como o short que está usando, enquanto uma toalha está no entorno do seu pescoço.

Mas meu olhar estava mesmo focado no abdômen sarado com uma tatuagem e um lobo que uma parte dela some para dentro do short.

Que homem gostoso!

— Eu já jantei. — ele disse e o portão se abriu.

Eu bufei.

— O que você realmente quer com isso? — ele perguntou não parecendo acreditar no que falei a alguns minutinhos atrás.

— Quero saber o porquê de você ser assim, tá bom. — falei relaxando o braço e então a travessa com o macarrão quente escorreu das minhas pernas para os meus pés. — AI PORRA.

Eu gritei escandalosa sentindo minhas pernas e pés queimando e ardendo. Comecei a saltitar.

— Puta merda. — ouvi ele murmurar. O loiro agarrou meu quadril e com cuidado me ergueu no seu colo e me carregou para dentro de sua mansão com uma certa pressa. Ele deu a volta na casa comigo e na área da piscina ele me colocou em uma espreguiçadeira.

— Não se mova, fique ai. — falou autoritário.

— Como se eu pudesse. — resmunguei choramingando, enquanto ele corre para dentro da casa.

Não demora muito e ele volta com uma maleta de primeiros-socorros e uma bacia em mãos. Ele pegou um pano branco dentro da bacia e começou a limpar minhas pernas que ardem muito.

Eu mordo meus lábios tentando não xingar. Uma lágrima escorre.

— Cortou um pouco. — ele disse após limpar o molho e o sangue que escorre dos pequenos cortes causados pelo vidro da travessa. — A curiosidade não matou o gato, mas quase te deixou sem os pés.

Ele falou baixo e eu quase ri da piada sem graça, mas me conti por ser os meus pés na piada.

Ele passou um remédio com algodão para não infeccionar os cortezinhos e encheu minhas pernas e pés de pomada para queimadura.

— Me desculpa por isso. — falei cabisbaixa por estar vermelha de vergonha. — Vou te deixar em paz depois dessa.

— Não acredito. — ele disse recolhendo suas coisas.

— Nem eu. — ri fraco e ele balançou a cabeça.

— Fui um pouco ignorante, entendo sua curiosidade, todos aqui querem saber mais sobre mim, mas eu não vou dar abertura.

— Posso pelo menos saber seu nome? — perguntei mordendo o canto interno de minha bochecha.

— Joshua Kyle Beauchamp, mas só use Josh. — ele disse e eu sorri.

— Você trabalha com o que?

— Sou empresário.

— Quantos anos? Você malha muito? Seu corpo é bem definido. — ele pareceu envergonhado com minha afirmação.

— Vinte e nove anos, agora chega de perguntas. — ele me cortou e eu fiz beicinho.

— Como que eu vou voltar para casa? Você pode me levar?

— Não é muito conveniente.

— Não tem ninguém na minha casa, meus pais estão viajando. — ele pareceu duvidar. — É sério.

— Tudo bem, mas terá que esperar eu me trocar. — eu assenti. Ele levou suas coisas com ele para o interior da mansão.

Minutos depois voltou com uma roupa seca. Com cuidado me pegou no colo como um noivo segura a noiva na noite de núpcias, comparação que não tem nada a ver, mas dá para entender.

Ele pegou o elevador do prédio e eu mesma coloquei o número do andar. Os vizinhos que cruzamos no caminho super estranhou, mas também não falaram nada. Com certeza amanhã já estarão espalhando a fofoca de que eu estava com um homem no apartamento enquanto meus pais trabalham.

Na cobertura pedi para ele seguir pela escada e pelo corredor e assim ele fez, pedi para ele parar e então eu abri a porta do meu quarto e empurrei.

— Obrigada por isso, eu tentei dar uma de fofoqueira e acabei me fodendo. Pensava que você era apenas um amargurado sem educação, mas você é um amargurado legal. — falei e ele quase riu, mas quis manter sua pose de sério.

— Não faça mais isso, posso não ser tão legal quando quero. — ele disse ajeitando o travesseiro para mim.

— Okay, mas ainda poderemos nos falar outras vezes?

— Você parece teimosa e mesmo que eu não fale você fala por nós dois. — isso foi como uma confirmação discreta.

— Exato, daqui a pouco ou nos tornamos amigos, ou você me mata. — falei sorrindo.

O sorriso que ele deu foi muito discreto.

— Tá mais para a segunda opção.

— Psycho? — falei franzindo a testa.

— Talvez.

— Pelo tanto que faz mistério não dúvido nada, viu.

— Eu tenho que ir. — ele disse coçando a garganta. — Pode ficar com isso e tome cuidado.

Ele me entregou a pomada que tinha usado em mim.

— Obrigada vizinho bonito. — eu acenei sorridente enquanto o via se afastar. Suas bochechas coraram.

— Tchau senhorita.

— Any Gabrielly. — falei meu nome e ele balançou a cabeça e saiu do meu quarto.

Eu peguei meu celular no bolso do meu moletom e mandei mensagem para Sina.

Me:
Eu tenho um novo vizinho e ele é um gostoso.

loira🧚🏼‍♀️
Quero fotos!!!!

Me:
Não tenho.

loira🧚🏼‍♀️
Se vira, procura e manda.

Me:

Encontrei no google!

loira🧚🏼‍♀️
MINHA NOSSA SENHORA
que homem lindo é esse???
no meu bairro não tem um desses, injusto.

Me:
Senta e chora 😘

To be continued???

Tô só a Sina na vida KAKSJJSAK

A any sendo a nossa desastrada KAKKA

será que agora ele vai deixar ela ir entrando na vida dele?

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